Idosos utilizam computadores pela primeira vez na Oficina de Inclusão Digital em Viçosa-RN

Por: Allyne Paz

“Eu tenho vontade de continuar aprendendo, porque quanto mais dias a gente for vivendo, mais dias a gente vai aprendendo as coisas, né? A gente não pode aprender no tempo de novo, mas a gente agora vai aprendendo mais algumas coisas”, relata Gentil Francisco das Chagas, 77, agricultor desde da juventude. Após participar da Oficina de Inclusão Digital para Idosos, Seu Gentil com um sorriso no rosto afirma que a oficina o ajudou a entender melhor sobre o computador. Assim como agricultor, os demais idosos também nunca haviam manuseado computadores.

DSC_0039 (2)Oficina de Inclusão Digital para Idosos em Viçosa, a direita, temos o Seu Gentil. Foto: Ayrthon Medeiros

A oficina aconteceu às 8h, no Telecentro do Município de Viçosa- RN, local onde é destinado para inclusão digital no município. Para Silvano Carlos Lopes Junior, 25, trilheiro e estudante de Engenharia de Computação​, a Oficina tem o carácter humanitário, ​”m​uitas vezes o pessoal de exatas tem uma visão muito seca do mundo, falta um pouco de humanidade em certos pontos e talvez esse contato de tentar fazer a integração de alguma coisa que é mais voltado para a área tecnológica e algo que seja um trabalho mais social, seja importante principalmente para a formação do estudante. E eu acredito que o que tenha contribuído mais para a minha formação foi esse ponto humanitário do trabalho social​”, diz o estudante.​

DSC_0047Idosa manuseando pela primeira vez um computador. Foto: Ayrthon Medeiros

Sem dúvidas, a ida dos trilheiros nos municípios trouxe experiências enriquecedoras tanto na área acadêmica, quanto na pessoal. Os idosos participaram das demais atividades realizadas no município de Viçosa após esta oficina.

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Trilhas Potiguares promove roda de conversa sobre Agosto Lilás em Viçosa-RN

Por: Allyne Paz

Na noite desta sexta, 04, o Trilhas Potiguares promoveu uma roda de conversa sobre Agosto Lilás, o evento aconteceu no CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), às 19h, na cidade de Viçosa-RN. O Agosto Lilás é uma Campanha que alerta sobre violência contra a mulher. A ideia de existir esses momentos é incentivar as mulheres que sofrem algum tipo de violência denunciarem seus agressores, além de explicar que a violência com mulheres acontece não apenas de maneira física.

trilha1A coordenadora do Trilhas Potiguares do município de Viçosa, Adiliane de Paula, fala sobre o combate da violência contra a mulher.               Foto: Allyne Paz

Para Solange Elizeu Pinto, 30, Agente de Endemias, momentos como esses são importantes para que as mulheres que sofrem agressões, se sintam mais seguras e abraçadas para se livrar da violência. “É um tema que já vem sido discutido a bastante tempo, é muito importante que as mulheres tomem consciência desse tipo de violência que algumas sofrem dentro de casa. E é de suma importância que elas conheçam os tipos de violência, principalmente a psicológica, que eu acho que é a pior que tem, que é a que a mulher se sente humilhada, onde o agressor humilha ela de várias formas e a mulher se sente desestimulada, fica com a autoestima baixa, então é importante que elas conheçam esse tipo de violência para que assim, elas venham tomar alguma atitude”, diz a Solange.

DSC_0148Roda de conversa sobre Agosto Lilás. Foto: Allyne Paz

Através de conscientização das pessoas e com a divulgação das maneiras de combater a violência contra a mulher, o Agosto Lilás carrega a mensagem: “violência contra a mulher não tem desculpas, tem consequências”. Para denunciar, basta ligar para o 180.

Humildade e alegria: encontramos em Viçosa-RN!

Por: Allyne Paz
20431603_697002050489577_5238790211565118727_nAtualmente, Dona Vanuzia mora na casa mais antiga da cidade. Foto: Allyne Paz

Dona de casa e com 47 anos, Vanuzia Lima de Freitas é moradora de Viçosa. Durante a tarde desta segunda-feira, ela nos contou sobre sonhos e da vida de paz que leva. Vanuzia, mora há 4 anos nesta residência, que foi a primeira casa da cidade, esta casa, inclusive, já foi escola e igreja. E a cidadã ainda afirma que, possivelmente, o local será o Museu do município. E ao ser questionada de qual é seu maior sonho, Vanuzia nos respondeu com os olhos cheios de brilho e um sorriso no rosto: “O maior sonho que eu tenho na minha vida, é de ganhar a minha casinha”. Dona Vanuzia também afirmou que é uma pessoa simples e humilde, mas que é feliz aqui em Viçosa.

Histórias como essa nos impulsionam a sonhar! Vem conhecer histórias com a gente vem! 

“Um ciclo sem fim”

Por Laura Santos

Talvez ao pensarmos no que o futuro representa, nossa mente seja levada a imaginar coisas complexas demais, de difícil entendimento, ou se tratando de tecnologia, construções que excluam o homem do campo e deem privilégio aos grandes empresários. Esta semana descobri que não.

A Aquaponia foi uma oficina realizada no município de Pedro Avelino durante o Trilhas Potiguares, “como demonstração de uma atividade aquícola na região do semiárido”, segundo Dalmo Múcio. O sistema explicado pelos estudantes do curso de Aquicultura, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte: Dalmo Múcio e Guilherme Oda, desenvolve um processo de reciclagem da água que permite seu reaproveitamento através de tanques e processos que se interligam, a água é tratada em etapas até que volte ao seu estado inicial (ao estado em que entrou no tanque pela primeira vez), “é um ciclo sem fim”.

Oficina Aquicultura - Foto por Heloísa Lino

Oficina de Aquicultura em Pedro Avelino (Foto: Heloísa Lino) 

Para criação de peixes, por exemplo, que necessita de um grande volume de água e uma troca periódica desta, tal técnica resultará em economia considerável, ou até mesmo se pensamos em regiões em situação de seca, um futuro mais sustentável se tornou palpável.

Naturalmente esta é uma alternativa presente para todos, por isso, não se trata de exclusão, grandes empresários também podem aderir a ela, no entanto, o intuito final é torná-la acessível aos que não têm, financeiramente falando, as mesmas oportunidades que os primeiros.

Uma iniciativa como esta demonstra não somente uma preocupação com um futuro mais limpo, ou mesmo mais seguro, mas sim uma preocupação com um futuro mais humano e de oportunidades para todos crescerem em seus sonhos.

Até breve, São Rafael

Por Águida Cunha
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Alunos experimentam técnica fotográfica na Escola Municipal Francisco de Assis de Souza. Foto: Natália Noro.

Uma semana para transformar a realidade de uma população local. Missão impossível se for parar para pensar, mas quando se vive o Trilhas Potiguares dá para perceber que uma semana faz muita diferença. Os sorrisos, as histórias, os elos formados com a população local mostram o quanto o Trilhas transforma, não só a realidade de um lugar, mas a vida dos trilheiros.

Não dá para medir ainda se a mudança provocada pelo Trilhas Potiguares no município de São Rafael foi efetiva, afinal a equipe se despediu ontem da cidade. Mas as transformações obtidas em tão pouco tempo inspiram a fazer ainda mais. O Trilhas Potiguares tem mais de 20 anos de existência, e na edição de 2017 atuou em 25 municípios, entre eles São Rafael. Uma equipe de doze pessoas, três coordenadores e nove trilheiros, estiveram na cidade com uma programação intensa, que misturou e integrou as diversas áreas de conhecimento em prol da população, sobretudo a da zona rural.

A descoberta do potencial turístico e gastronômico de São Rafael surpreendeu muitos dos trilheiros. Por exemplo, São Rafael possui uma tradição na apicultura, mas essa informação é muito difícil de encontrar se for pesquisar na internet ou em outros meios de comunicação. Produzem artesanato com a palha da Carnaúba, existe a produção caprina e ovina, e ainda um turismo radical não descoberto nem explorado.

Em suma, os sete dias do Trilhas é pouco para o tamanho das demandas que a população precisa, mas os trilheiros fizeram o possível para ajudar. “Pequenas coisas se tornam muito para eles”, disse o trilheiro Eduardo Paixão (graduando do curso Nutrição), e esse foi o sentimento que tomou todos os alunos que estavam no projeto nesta cidade. A possibilidade da transformação na vida do outro, por meio das pequenas coisas talvez seja o que mais chama atenção no projeto.

As marcas deixadas pelos passos dos trilheiros durarão e, assim como a muda que plantaram vai crescer, a saudade também irá. A exposição fotográfica, a muda de oiticica, as ações em todas as escolas e na comunidade são apenas algumas dessas marcas. E no momento do adeus o coração fica apertado e ansioso pela próxima edição.

Não dá para dizer “adeus” a São Rafael, mas sim um “até breve”.

Último dia de ações na cidade de São Rafael

Por Águida Cunha

O último dia de atividades (sexta-feira, 4) do Trilhas Potiguares no município de São Rafael teve uma programação completa que contou plantio da muda simbólica até apresentação cultural. O encerramento da edição deste ano do projeto de extensão da UFRN foi feito sob forte emoção dos alunos e coordenadores e de toda a comunidade envolvida. Ao todo foram realizadas mais de 30 ações, entre oficinas e palestras, durante os cinco dias de atuação na cidade.

O dia começou cedo para os trilheiros, que às 7h já estavam na comunidade rural do Desterro para o plantio da muda simbólica do Trilhas, este ano a muda foi da espécie Oiticica. Em seguida, parte do grupo seguiu viagem para as ações nas também comunidades rurais Serrote e Masagão. Lá eles ministraram uma oficina de Lixo e Reciclagem, além da palestra sobre Saúde Bucal com as crianças.

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Trilheiros plantando a muda simbólica do Trilhas Potiguares na comunidade rural do Desterro, em São Rafael – RN. Foto: Natália Noro.

O restante do grupo retornou a zona urbana para organizar as atividades planejadas para a tarde da sexta-feira. Entre elas estavam duas sessões de cinema na Câmara Municipal, uma mostra fotográfica na Biblioteca Municipal Professora Davina Soares, e no final do dia uma apresentação cultural na Praça João Januário de Farias, no centro da cidade.

Durante toda a tarde, cerca de 100 crianças e adolescentes se entretiveram com os filmes A Dama e o Vagabundo (Walt Disney, 1955), exibido às 14h, e A Menina que Roubava Livros (20th Century Fox, 2013), exibido às 16h. Para uma cidade que não possui salas de cinema ativas esse momento foi único. Em seguida, houve a abertura das exposições de fotos e brinquedos recicláveis na Biblioteca Municipal. A mostra fotográfica Trilhando São Rafael foi produzida pelas alunas de Comunicação Social Natália Noro e Águida Cunha, e contou com doze fotos feitas pelos alunos da Oficina de Fotografia e oito feitas pelas estudantes de jornalismo citadas acima. Já a exposição dos brinquedos de material reciclável foi fruto das Oficinas de Lixo e Reciclagem ministrada pela aluna do curso de Enfermagem Franciele Lopes.

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Sessão de cinema na Câmara Municipal de São Rafael. Foto: Andreza Santos.

Para encerrar o dia, às 20h30, deu-se início a apresentação cultural; o evento foi organizado como resultado das turmas das Oficinas de Dança, ministradas pelo aluno do curso de Dança Kamal. Na ocasião, o grupo de capoeira do Mestre Giovane também se apresentou abrindo o espetáculo. Mais de 20 jovens se apresentaram nesta noite, e tiveram como público a comunidade de São Rafael, além do prefeito da cidade, Reno, e sua esposa e também secretária municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social, Érica Naiany Figueiredo. Estavam entre o público também a secretária municipal de educação, Tânia Souza, e o secretário de Tributação e Finanças, Luiz Henrique Marinho.

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Turma da Oficina de Dança composta por alunos da Escola Municipal Francisco de Assis de Souza. Foto: Isa Teixeira.

A festa se encerrou com uma última aula de dança coletiva com alunos do professor Kamal e com a participação dos trilheiros. Ao som de Uptown Funk, de Mark Ronson com colaboração de Bruno Mars, a apresentação cultural foi finalizada.

“Tem palhaço em casa? Tem sim, senhor!”

Foto: Felipe Matheus / Comtrilhas

Por Felipe Matheus

Wagner Cortês de Lima, 29, natural de Currais Novos, é funcionário público, casado e tem três filhos, sendo dois biológicos e um de coração. Sua infância foi repleta de muitas brincadeiras, situação diferente das crianças com as quais ele trabalha. Atualmente é estudante de Letras – Português, na UFRN, no campus de Currais Novos.

Sua aproximação com a assistência social começou com o Programa de Assistência ao Menor Adolescente – PROAMA, em 1998. Tinha várias atividades nesse programa, dentre elas o teatro, e ele apenas observava, pois achava fantástico. A turma que participava do teatro eram pessoas de risco, de vulnerabilidade social com problemas estrutural na família. De tanto, observar o ensaio da peça, o professor de teatro o convidou para ingressar na equipe de teatro, e desde esse convite, até hoje está no mundo do teatro. A preocupação dele com as crianças hoje em dia vem de quando ingressou no teatro, porque ele se preocupava com a situação das pessoas, a situação de estrutura familiar, falta de vinculo entre pais e filho, alcoolismo, drogas, por isso que ele tanto se preocupa com as crianças de hoje em dia.

Uma peça que o marcou foi “Brincando de Verdade” que apresentava o resgate de brincadeiras infantis. Ele participou dessa peça até meados de 2003.

Em 2005, quando atuava na Banda Chibata de Couro, foi batizado com seu nome artístico. Todo mundo que fazia parte da banda tinha seu apelido, só não ele que era novato. Daí, o baixista olhou pra ele e disse que o apelido seria “Mingau”, e complementou “Cara, tu já é velho mais tem cara de menino”, disse o baixista.

O desejo de se tornar palhaço começou em torno de 2007, quando começou a participar de um movimento por nome de Escambo Popular Livre de Rua. O movimento era o espaço no qual os artistas do teatro de rua, grafith, capoeira e percussão possuíam para compartilhar conhecimentos e debater sobre a arte. Nesse lugar ele conheceu vários palhaços e se encantou com as palhaçadas e do nada um pensamento na mente dele, “Eu quero fazer esse negócio também”. Depois da iniciativa tomada por ele pra ser palhaço, faltava só o nome, então pensou, pensou e pensou e se lembrou do apelido que colocaram nele, Mingau. A partir daí começou a ser chamado de Palhaço Mingau.

A maioria das peças produzidas por Wagner é planejada por ele, porém, na hora da apresentação, as vezes, precisa improvisar algo, pois, para ele a responsabilidade é grande. Na hora da peça tudo pode acontecer então ele tem que estar preparado para tudo. Uma de suas temáticas das peças é sobre o abuso sexual infantil, Estatuto da Criança e do Adolescente, também da conscientização ambiental, drogas, desestrutura familiar e o avanço da tecnologia. O Palhaço Mingau quando está em cena procura incluir a plateia dentro da cena, chegar ao ponto dos espectadores se tornarem personagens.

Em um percurso da vida de Wagner, ele foi tão tímido a chegar ao ponto de não pedir a professora para ir ao banheiro devido a sua timidez, e hoje em dia depois do teatro ele ficou mais desinibido. De uma coisa é certa para ele, “O teatro mudou minha vida”, afirma Wagner.

Com todo o aprendizado adquirido durante sua carreira no teatro de rua, ele sempre foi uma pessoa que gostou de repassar o seu conhecimento para as pessoas.

Sonhos? Ele tem muitos! O seu sonho número um, é fazer uma graduação em Teatro. Outra realização que pretende alcançar depois de formado, é implementar em Carnaúba dos Dantas, uma Escola de Teatro Popular, um espaço para acolher da criança ao idoso. “Para qualquer pessoa que queira aprender teatro… o teatro para vida e não só para o espetáculo”, afirmou ele. “Teatro faz bem pra vida”

Wagner já passou por momentos na vida que o impossibilitaram de se apresentar. Porém, abaixo da família, o teatro é o seu bem mais precioso, assim, deu a volta por cima e fez seu espetáculo com sucesso. Já tentou desistir, mas o teatro não sai dele. Para Wagner, o teatro é um casamento que não há divórcio. Já aconteceu dele está doente da garganta e precisar fazer uma apresentação e no fim dela ele está curado. Para ele isso é uma adrenalina que faz bem pra si. Isso não só ocorreu fisicamente, como também, psicologicamente. Ele contou que uma vez algo aconteceu e o deixou triste, mas que ao se pintar e ao colocar o nariz vermelho do palhaço, tudo mudou. Como dizem, “Por trás daquele palhaço há sempre tristeza”, porque ele também é ser humano, e a partir do momento que o mingau entra em cena, a tristeza fica de lado. Quando a alegria que ele sente é transmitida para as pessoas, uma frase vem em sua mente, “Quando um palhaço vê as pessoas sorrirem, ele rir duas vezes” disse.

PROJETO SOCIAL

Wagner foi orientador de artes de teatro no serviço de convivência e fortalecimento de vida. Esse serviço é desenvolvido no Centro de Referência e Assistência Social – CRAS, nesse ambiente encontra-se muitas pessoas de vulnerabilidade social bem acentuada. São pessoas negligenciadas em casa, que muitas vezes não tem o que comer, assistem o pai agredir sua mãe, como também, presenciam abusos sexuais. Pasmo e impactado, resolveu ajudar essas pessoas levando o teatro até suas casas. “Eu faço arte, não para dá espetáculo, eu faço arte porque acredito no poder transformador dela”. Solidarizado com os casos, Wagner percebeu o gosto das pessoas pela alegria proporcionada pelos palhaços, resolveu desenvolver o projeto “Tem palhaço em casa? Tem sim, senhor!”. O objetivo do projeto é aproximar a família através de espetáculos em frente a casa das crianças, pois, as vezes, o relacionamento entre pais e filhos não é tão agradável. Para isso, ele reunia outros palhaços e junto ao morador daquela casa, realizavam o espetáculo, finalizando com uma confraternização com direito a bolos e refrigerantes. Após esse momento, a mãe que presenciava seu filho envolvido na peça, ficava admirada e começava a observar potencial no seu filho. Assim eram fortalecidos os laços familiares.

Com o projeto “Tem palhaço em casa? Tem sim, senhor!”, o Palhaço Mingau já conseguiu reaproximar várias famílias que estavam em situações de risco. É justamente isso que motiva Wagner, crer que a educação, assim como a arte, é capaz de transformar vidas.

PALHAÇO MINGAU

O Palhaço Mingau faz a alegria de todos em festas, teatros de rua e eventos escolares. É através do seu jeito de brincar que Wagner consegue reaproximar famílias e retirar crianças de situações de risco.

Tem um poema do livro “Subjetiva Poesia” de sua autoria, que Wagner considera como sua autobiografia:

SOU

“Sou uma criança crescida
Sou um palhaço na alma
Sou alegria de um sorriso
Sou o som que sai da palma
Sou artista, sou da rua.
Sou o sol que beija a lua
Sou a ventania calma
Sou a pegada no destino
Sou caminho a descobrir
Sou um homem pequenino
Sou o que entra e quer sair
Sou o grito da loucura
Sou a pena da leveza
Sou astúcia e destreza
Sou o quadro sem moldura. “

Wagner Cortês

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Wagner Cortez sem as fantasias. Foto: Felipe Matheus / Comtrilhas