Vozes de Serra Negra

Por Rebeca Souza

É incrível quando você se propõe a algo e quando chega lá sai tudo diferente, nada que você planejou saiu, mas a realização de ter conseguido algo maior, vale muito mais a pena. Foi essa a sensação que eu tive com a oficina de “Relatos da vida de Serra Negra em forma de cordel”.

Para uma aluna de audiovisual que buscava estar presente para tirar fotos e fazer alguns vídeos, a realidade foi: larguei a câmera, peguei um papel e caneta, e pensei “eu preciso escrever algo sobre essas pessoas”.

Existem indivíduos que vivem para servir e um exemplo que posso oferecer é da diretora Marlene Cavalcante, mais conhecida como Rosinha, da Escola Municipal Hermes Fortunato. Ela relatou ao coordenador do Trilhas Potiguares que tinha um sonho: registrar a história de Serranegrinha e do Bairro da Liberdade.

A história desses dois lugares é a seguinte: O Bairro da Liberdade é um lugar muito malvisto pela população do município, que condena e crucifica as condições dos moradores e do próprio local. Antigamente existia o bairro Serranegrinha, onde as pessoas moravam em casas de taipas. A situação era complicada, existia muita pobreza e as condições de melhoria não eram sonhadas.

Tudo mudou a partir do momento que, naquela época prefeito da cidade, Dilvan Monteiro, decretou a proibição de casas de taipas e construiu em torno de 100 casas para os moradores. O ex prefeito, que estava presente, me emocionou com o discurso feito na campanha eleitoral: “quando vocês me elegerem, que vão me eleger, vou tirar todos dessa precariedade e vou transferi-los para a cidade. O lugar não vai ter o mesmo nome de onde moram (Serranegrinha), vai se chamar Bairro da Liberdade, pois vocês vão ter a liberdade para voltar a cidade e poder sonhar com um futuro melhor”.

A partir desses relatos, surge a atividade, coordenada pelos alunos Lucas Andrade, do curso de Letras Português e Carol Xavier, do curso de história, que tinha como objetivo fazer um cordel sobre a história do Bairro da Liberdade. A programação não saiu como esperado no primeiro dia, que tinha o objetivo de construir um desenho em forma de xilogravura com os participantes. O que acabou acontecendo, foi uma empolgação tão intensa dos idosos em falar do bairro que vivem, que se transformou em uma roda de conversa.

Não pense que tudo saiu do controle e que os oficineiros ficaram chateados com a situação. O que nós vivemos foi uma experiência transformadora, uma imagem de recordações fantásticas e uma forma de reconhecer o carinho e gratidão pelos cidadãos em morar em Serra Negra e, principalmente, de fazer parte do Bairro da Liberdade.

Os participantes presentes confirmaram a história do ex prefeito e são muito gratos pelo esforço dele em tirá-los de tal condições. Hoje, quando Carol perguntou sobre o que eles pensam do bairro e se sentem felizes de estarem morando nesse espaço, responderam: “Na minha frente ninguém fala mal do Bairro da Liberdade e eu só saio daqui se for no caixão”.

“Se isso aqui é uma favela? De jeito nenhum! Aqui em Serra Negra do Norte não tem favela” disse Rosinha cheia de orgulho quando perguntaram o que ela responde se alguém refere como “favela” o Bairro da Liberdade.

Passei por um momento de muitas contações de histórias, como quando perguntaram se o bairro é violento: “As vezes tem um ou outro tacando fumaça de maconha na minha cara, mas é tranquilo” disse um senhorzinho que só contava histórias engraçadas do bairro.

Minha sensação para essa oficina foi: ORGULHO. As pessoas têm orgulho de serem de Serra Negra, têm orgulho de serem do Bairro da Liberdade e tiveram orgulho em contar suas histórias de vida. Eu agora, tenho orgulho de ter conhecido essa cidade incrível e de ter tido a possibilidade de ouvir histórias inesquecíveis e emocionantes de um povo que sofreu, mas que batalhou muito para reerguer e lutar pelos seus direitos.

 

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Trilhas discute o uso de agrotóxico em comunidade rural de Serra Negra

Por Alyrson Aguilar

O Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo. Este é um mal que está presente em quase tudo que compramos no supermercado. Até chegar às nossas mesas, a substância percorre um longo caminho. Mas afinal, é possível uma produção agrícola sem o uso desses produtos? Para responder essas e outras perguntas, a equipe do Trilhas Potiguares se deslocou da zona urbana de Serra Negra até a comunidade rural de Arapuá nesta quarta-feira (18) para conversar com os agricultores locais.

A trilheira e Doutora em Ecologia Adriana Almeida iniciou a discussão relacionando o uso dos agrotóxicos no dia a dia com o número alarmante de doenças e malefícios motivados direta ou indiretamente pela substância química. Sobre isso, Adriana chama a atenção sobre os riscos à saúde e ao desgaste do solo: “alertamos sobre a saúde social das pessoas que utilizam de herbicidas, pesticidas nas suas plantações e até mesmo para o alimento que eles fornecem para o gado, e como todo processo do consumo desse alimento pode gerar como problemas crônicos e câncer. Também é necessária uma rotação de cultura para diminuir o impacto do solo que se desgasta.”

Mateus Souza, estudante de Agronomia, também ministrou a oficina e conversou sobre o acolhimento e descarte correto das embalagens de agrotóxicos.
O espaço serviu como conscientização e troca de experiências que alguns agricultores relataram ao decorrer da atividade e justificou a importância da ruralização e interiorização do programa nessas comunidades.

 

Perfil da equipe Serra de São Bento

Por Jussara Felix

Por volta das sete horas da manhã do dia 22 de julho, partirá um ônibus, em direção a Serra de São Bento – localizada na microrregião da Borborema potiguar e a 398m de altitude –, carregado de expectativas, nervosismos e ansiedades, mas sobretudo, repleto de jovens estudantes com vontade de ensinar e aprender com os serra-bentenses.

Desde o início do ano, em conjunto com gestores municipais foram analisadas demandas específicas da comunidade. Na tentativa de suprir essas necessidades, o grupo composto por quinze universitários e dois coordenadores, Ana Elza e Leonardo Mendes, criou oficinas de acordo com suas áreas de graduação, as quais vão desde introdução a robótica, com material reciclável, à contação de histórias para crianças. Contudo, haverá também atividades voltadas à saúde, educação, esporte, meio ambiente, cultura, turismo, tecnologia, comunicação e direitos humanos.

O entusiasmo do Stanley está a 1000, esta já é a segunda vez em que ele participa do projeto. No 6° período da graduação em tecnologia da informação, promoverá ações de incentivo ao uso e aprendizado da ciência a qual se dedica, pois constatou que esta era uma carência do local.

Espantada com a enorme responsabilidade, estudante de turismo e novata no Trilhas, Ketlyn está animadíssima com o potencial turístico do local.

A Layse, cursando o 8° período de pedagogia (já diz sentir saudade da UFRN), demonstra muita empolgação com o trabalho que irá desenvolver. Nervosa na mesma proporção, se diz alérgica ao frio. Ela não pode esquecer de levar os agasalhos.

Esta será a primeira vez da paulistana Joice, pertinho de concluir o curso de enfermagem, seu desejo é desenvolver atividades relacionadas a saúde da família e distribuir amor em tudo que faz.

O Leo, coordenador, faz o tipo linha dura, mas, só para manter a ordem, afinal: é preciso! Ninguém disse que será fácil organizar uma caravana dessa extensão em um lugar de belas paisagens naturais, boa comida, clima aconchegante de inverno e, tudo isso, em plena última semana de férias. Mas, nesse desafio, ele pode contar com a doce Ana Elza, assim manterão a equipe focada para fazer um bom trabalho e deixar marcas positivas a serem multiplicadas pela população.

Aos amantes do frio, Serra de São Bento certamente agradará, e àqueles que não curtem muito resta deixar-se apaixonar. Expectativas a parte, esta será mais uma das inúmeras oportunidades de aprendizado recíproco ofertadas pela UFRN ao povo potiguar.

Serra de São Bento2

(Foto: Equipe Serra de São Bento) 

Perfil da equipe Lagoa Salgada

Por Allyne Paz

Se tem uma equipe arretada, essa equipe é a de Lagoa Salgada!

Como de costume no Trilhas Potiguares, algumas equipes formadas por alunos, docentes e servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) saem de Natal com destino aos interiores do Rio Grande do Norte (RN), e Lagoa Salgada será uma dessas cidades. Com a distância de 59 km da capital do Estado, o município está localizado no Agreste Potiguar, e possui cerca de 9 mil habitantes.

Se tem uma equipe arretada, essa equipe é a de Lagoa Salgada! Será coordenada pelos dois servidores André Tavares Duarte e Tiago Lincka de Sousa. Junto com os coordenadores, somamos 19 trilheiros. São alunos dos mais diferentes cursos, dentre eles: farmácia, dança, educação física, enfermagem, biblioteconomia, medicina, engenharia ambiental, pedagogia, entre outros. O que não vai faltar serão atividades diversificadas no município.

Para Tiago Lincka, 31, um dos coordenadores da equipe de Lagoa Salgada, o Trilhas Potiguares é o projeto de extensão mais importante da UFRN. Afirma que é enriquecedor para o estudante poder sair dos muros da universidade e desenvolver seu trabalho na cidade a qual foi selecionado, “a extensão ‘fecha’ o tripé que é indispensável na universidade, de ensino, pesquisa e extensão. Então, nos muros da universidade a gente tem o ensino e a pesquisa, e lá fora nós praticamos tudo isso com a extensão”, enfatiza.

 O nosso maior objetivo é proporcionar para as pessoas um pouquinho do que aprendemos na universidade e compartilhar com a população, além de trazer experiências incríveis vivenciadas no município. Com a melhor energia, estamos indo agregar conhecimento aos interiores do RN e crescer como profissionais e seres humanos.

Vem trilhar e crescer conosco, vem!

Lagoa Salgada

(Foto: Equipe Lagoa Salgada) 

Perfil da equipe Jaçanã

Por Thayane Guimarães – Edição: Vitória Élida

Por entre os caminhos que formam o Trilhas Potiguares, muito mudou desde a primeira aventura dos nossos trilheiros em levar a Universidade para mais próximo daqueles os quais, muitas vezes, não têm a oportunidade de viver o mundo acadêmico. Os municípios crescem, as gerações mudam, os alunos se formam, a sociedade se transforma e os dilemas são outros. Porém, protagonizando o conjunto de virtudes do Trilhas Potiguares, o trabalho e o espírito de equipe é algo presente em cada ano das 22 edições do projeto.

Não diferente de quaisquer outras equipes, os trilheiros, desse ano, do município de Jaçanã, esboçam desde as primeiras reuniões toda a empolgação em participar do Trilhas. Formada por cerca de 20 pessoas, entre elas estudantes e coordenadores, a equipe Trilhas Jaçanã é multidisciplinar, integrando as mais diversas formações acadêmicas em prol do bem comum do município em questão.

Aqueles que já participaram de outras edições do projeto, têm a oportunidade de voltar a campo como uma forma de dar segmento aos trabalhos iniciados em anos anteriores. Quanto aos trilheiros de primeira vez, a ansiedade em conhecer novas realidades, trocar experiências e aprendizados é um sentimento comum a todos.

Não há quem trilhe sozinho o caminho em busca da transformação social, e, para os melhores efeitos, este é um trabalho coletivo. Portanto, que tal conhecermos um pouco mais de cada trilheiro, os quais nos dias 21 a 28 de julho estarão imersos nas belezas e peculiaridades do município de Jaçanã.

  • Pedro Henrique de Oliveira, 22 anos, estudante do 6º período de Odontologia, leva seu lema de vida, “Vá além”, um tanto a sério. O trilheiro já carimbou seu passaporte em Jaçanã e também no país africano Moçambique, viagens que fez em participação do Trilhas Potiguares em anos anteriores. Com uma visão sempre positiva em relação ao projeto, acredita que: “o Trilhas é fundamental, por ser uma porta de entrada para fortalecer o elo entre a universidade e a comunidade. Além disso, vejo como uma forma de habituar os trilheiros a interagir com a comunidade por meio do trabalho de equipe multidisciplinar e gerar frutos importantes para ambos os lados”.

 

  • Ana Francisca Gomes, 23 anos, tem como missão: montar um livrinho de receita com guia de aproveitamento sustentável dos alimentos para orientar a população de Jaçanã. Estudante do 5º período de Nutrição, Ana viaja pela primeira vez com o Trilhas, confessa estar ansiosa em poder levar seus conhecimentos para os moradores de cidade. Ela acredita “poder levar algo diferente para o pessoal de Jaçanã e contribuir nem que seja um pouco na vida deles”. Afinal, quem acredita sempre alcança.

 

  • Kallyane Rebeca Dantas, 21 anos, nascida e criada em João Câmara, estudante do 5º período de biomedicina, considera o Trilhas como uma forma de compartilhar conhecimento e distribuir educação e saúde objetivando melhor qualidade de vida para a população. Participando do projeto pela primeira vez, ela espera poder tirar o máximo de proveito da experiência.

 

  • Maykon Antonio de Oliveira, 19 anos, estudante do 1º período de licenciatura em Teatro. Apesar de assinar documentos com o sobrenome “Oliveira”, tem definido seu nome artístico: Maykon Oliiver. Ariano, natural da capital potiguar, esconde a empolgação em participar pela primeira vez do Trilhas. Seu lema de vida “suas derrotas ou vitórias são consequências dos seus atos” mostra um pouco da sua personalidade.

 

  • Leon Denizar de Morais, 22 anos, estudante do 3º período de Geografia, tirou a sorte grande sendo convocado para participar pela primeira vez do Trilhas Potiguares indo para um município serrano, com várias formações rochosas, como Jaçanã. Para além de suas paisagens, o lugar guarda grandes complexos sociais, culturais e econômicos. Cenário ideal para um geógrafo ter muito a trabalhar. Leon se diz ansioso para pôr em prática o que aprende em sala de aula, reconhecendo a importância do Trilhas como uma forma da Universidade contribuir com a sociedade.

 

  • Aline Kellen de Lima, 18 anos. Entre Line, Aly, Nine, Kellen e afins, nunca teve um apelido oficial. Estudante do 3º período de enfermagem, vê sua primeira participação no Trilhas Potiguares como uma forma de dar início às suas viagens por aí. Empolgada para conhecer pessoas, culturas e lugares novos, afirma:  “quero poder aprender, ensinar e brincar, sempre sorrindo”. A ideia da interação universidade-comunidade e aluno-cidadão é algo ressalta como importante sobre o projeto. Seu lema é “Ir em busca do sim, suportando os obstáculos. Reinventando-se e vivendo intensamente os momentos”.

 

  • Rafael Fernandes Cavalcante, 20 anos. Resumindo em uma palavra seu lema de vida, ele é enfático ao dizer: “Família”. Estudante do 4° período de Medicina, sagitariano, nascido e criado no município de Campo Grande, no Médio Oeste potiguar. Veterano no Trilhas, Rafael retorna em 2018 para Jaçanã com a missão de dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos no ano passado, ajudando a cumprir as demandas da área de saúde da cidade, e com a perspectiva de promover novas experiências à comunidade e aos colegas trilheiros.

 

  • Thalyson Rodrigo Dantas, 20 anos. “Luz!” É assim que o estudante de Teatro, 5º período, define sua palavra favorita. Mais conhecido entre seus colegas como Caju (história que ainda traremos à tona para este blog – kkk), cresceu no interior de Santa Cruz, na região agreste potiguar. Junto ao seu amor às artes cênicas, aproveita qualquer oportunidade para carregar seu pandeiro na bolsa. Participando pela primeira vez do Trilhas, expressa que tem as melhores expectativas possíveis e confessa sua ansiedade em viver a experiência da viagem.

 

  • Lua Karine Pereira, 26 anos, nascida em Aracaju/SE, criada em São Gonçalo-Souza/PB e crescida em terras potiguares, a estudante do 7º período de Educação Física é veterana no Trilhas e entusiasta do município de Jaçanã. Propondo levar seus conhecimentos e trazer bem-estar para a população local, tem um espírito contagiante e é movida pelo dizer latim “Carpe Diem”, que em tradução livre significa “Aproveite o dia”.

 

  • Laura Barros, 22 anos, estudante do 7º período de pedagogia, volta em 2018 a Jaçanã para dar segmento ao trabalho desenvolvido na edição passada. Com o intuito de oferecer contribuições ao município no âmbito da educação, e promover ainda mais a integração entre universidade e comunidade, ela enxerga o projeto como uma maneira de aproximar ainda mais a UFRN de quem realmente precisa de suas ações. Não se abater frente às adversidades e tirar o melhor proveito da experiência é a definição do lema de Laura, resumido pela palavra Resiliência.

 

  • Larissa Ferreira de Oliveira, 20 anos, aluna do 7º período de Farmácia. Lari, como é mais comumente chamada, pretende levar a Jaçanã uma nova visão sobre o reconhecimento da profissão a qual escolheu desempenhar. Reconhecendo a importância do Trilhas como um diferencial em sua carreira profissional, ela inspira o amor pela formação ao citar: “faça o que você gosta e não terá que trabalhar um só dia da sua vida”. Leonina, nascida em Currais Novos, criada em Santa Cruz, volta à região da Borborema Potiguar em sua primeira participação no Trilhas Potiguares.

 

  • Rafaela Ingred da Silva, ou apenas Rafa, 25 anos, estudante do quinto período de Enfermagem, não poupa palavras para tratar de qualquer assunto. Descontraída, está em sua primeira vez no Trilhas Potiguares, mas relembra de experiências em outros projetos como uma forma de imaginar o que a espera em Jaçanã. Além da oportunidade de conhecer pessoas, lugares, culturas e as potencialidades do município, Rafa espera poder trocar conhecimentos para melhorias no bem-estar, saúde e qualidade de vida dos moradores locais. Como lema, leva sempre consigo o conselho da sua mãe “Cuidado, devagar e sempre!”.

 

  • Emanuella Gomes da Silva, 29 anos. Romper os limites da universidade, socializar o aprendizado e praticar os conhecimentos adquiridos no curso. Esses, são os maiores objetivos de Manu, estudante do 2º período de Engenharia Agronômica, em sua primeira viagem pelo Trilhas Potiguares. Nascida e criada na capital potiguar, a capricorniana acredita na força das palavras Perseverança e Resistência.

 

  • Cleyson Pereira Avelino, 20 anos, popularmente conhecido como “boy das tramas”, não esconde os traços geminianos: comunicativo, espontâneo e sociável. Estudante do 7º período de Ciências Sociais, é veterano no município de Jaçanã e articula aprimorar o que já foi implantado na sua visita anterior, como também potencializar as novas oportunidades apresentadas pela cidade em 2018. Atuando junto à comunidade para a construção de um conhecimento crítico, promovendo debates e rodas de conversa com a população, Cleyson levará para Jaçanã, com seu trabalho e personalidade, um pouco das palavras favoritas dele: reciprocidade, democracia, transformação, revolução, resiliência e liberdade.

 

  • Thayane Guimarães Santos, 18 anos. Completando a equipe de Jaçanã – com a missão de registrar, divulgar e produzir diversos conteúdos sobre a presença do Trilhas Potiguares na cidade – é a garota que segue o lema: “tenha coragem e seja gentil”. Viajando a primeira vez pelo projeto, a estudante do 7º período de Jornalismo, conhecida como ‘Thay’, vê nos valores do Trilhas muito do que pratica no Movimento Escoteiro. Solidariedade, voluntarismo e cooperação, são as qualidades relevantes na sua vida. Responsável pela comunicação do município dentro do projeto Comtrilhas, a jovem aspirante a jornalista, acredita que poderá exercitar vários dos princípios orientadores da comunicação social.
Jaçanã

(Foto: Equipe Jaçanã)

 

Perfil da equipe Caiçara do Norte

Por Nínive Paiva

“O Trilhas Potiguares é um trabalho exaustivo, contudo apaixonante, pois te dá a oportunidade de participar, mesmo por poucos dias, da realidade de comunidades com vivências totalmente diferentes da sua. Saber que você fez parte de um projeto que contribuiu ao menos um pouquinho para a melhoria da qualidade de vida de alguém te deixa satisfeito e com o sentimento de dever cumprido” comenta Daniel, técnico administrativo da UFRN e coordenador da equipe de Caiçara do Norte.

Esse é o segundo ano dele na pequena cidade praiana, que tem pouco mais de 6000 habitantes e o privilégio de ver o sol nascer e se pôr no mar. Localizada a 149 quilômetros de Natal, o início da história de Caiçara data do ano de 1734, quando o primeiro morador começou a habitar as terras. Apesar disso, é um município bem jovem, até 1993 era distrito pertencente à cidade de São Bento do Norte, quando no dia 16 de julho foi emancipado.

O grupo que irá para Caiçara esse ano, é composto por 14 participantes: os coordenadores Thazia e Daniel, e os estudantes Jarciara e Maíra, de Artes Visuais; Kennya, de Administração; Erick, de Educação Física; Breno, de Enfermagem; Jaquieli, de Engenharia de Alimentos; Luis, de Filosofia; Vitória, de Fisioterapia; Francisco, de Letras; Louize e Hayane, de Pedagogia; Dênis e José, de Teatro e Nínive, de Jornalismo.

A semana do Trilhas no município, começa dia 22 de julho e encerra no dia 27, com uma programação que promete ser de grande proveito para a comunidade, envolvendo atividades de teatro para crianças, ginástica laboral, manipulação de alimentos, contação de histórias, reciclagem com garrafa PET e outras. Toda a equipe demonstra muita animação e vontade de fazer um trabalho bem bonito durante esses dias.

Francisco Duarte, o Chico, aluno do 5º período de Letras, conta que se inscreveu várias vezes, mas só conseguiu participar agora: “sempre quis ter a experiência de estar participando de algo que revolucionasse alguma coisa, além de mostrar meus conhecimentos adquiridos no curso. O Trilhas completa tudo isso! Espero desenvolver com louvor as atividades propostas”.

Caiçara do Norte

(Foto: Equipe Caiçara do Norte)

Perfil da equipe de Lagoa D’anta

Por Sthefanny Ariane

Separado de Nova Cruz e elevado à categoria de município, sua história começou a partir do século XIX com a chegada do Senhor Narciso da Silva, que saiu da região do Seridó para se fixar na cidade localizada na microrregião do Agreste Potiguar. Com um clima semiárido, possuindo mais de 6.000 habitantes e uma economia que provém das casas de farinha da região, Lagoa D’anta é um dos municípios que participarão do Projeto Trilhas Potiguares 2018 entre os dias 22 e 27 de julho.

Nestes dias, serão realizadas diversas ações pelos trilheiros em parceria com a prefeitura do município, como: mutirão de atendimento para verificar hipertensão, glicemia, IMC e orientações gerais sobre saúde; curso de primeiros socorros; palestras sobre prevenção ao câncer de trato gastrointestinal; e oficina culinária de aproveitamento integral de alimentos e de capacitação com agricultores sobre rotação de culturas. Acontecerão, também, palestras sobre saúde mental e ações culturais, como oficinas de música, coral, dança, banda com material reciclável e artesanatos. Todas essas atividades são demandas do próprio município e foram sugeridas pelos trilheiros coordenadores, Emerson e Juliana Bianca, em conjunto com a atual prefeita Taianni Santos, secretários, educadores e moradores Lagoadantenses.

Os cerca de 15 trilheiros de Lagoa D’anta são estudantes entre 20 e 38 anos, dos cursos de Música, Dança, Ecologia, Enfermagem, Nutrição, Educação Física, Jornalismo e doutorado em Educação. Alguns estão participando pela primeira vez, enquanto outros são veteranos do projeto e viajarão pela quarta ou quinta vez. Ansiosos por doar e receber aprendizados, estendendo o conhecimento assimilado na faculdade para pessoas que têm menos acesso ao conhecimento científico. “O que diferencia o Trilhas Potiguares dos outros projetos da UFRN é a possibilidade de sairmos das dependências da Universidade para o campo real de atuação, compartilhando os detalhes do seu curso e reconhecendo os de outros e, assim, aprendendo mais sobre a importância de cada coisa nessa vida, sabendo que o maior pagamento é o aprendizado que adquirimos”, contou Jader Rafael, 28, do décimo período do curso de Música. O desejo dos trilheiros de Lagoa D’anta é que esse seja o Comtrilhas mais marcante do município.

Lagoa Danta

(Foto: Equipe Lagoa D’anta)